Luiz Solano
Arquitetura
Objetos
Sobre
Vehr
São Paulo, Brasil, 2025.
Info
1/6
Vehr
Em colaboração com Lígia Zilbersztejn
A primeira loja da Vehr em São Paulo ocupa um espaço de 25 m² em um shopping center da cidade. O projeto teve como primeiro passo o desenvolvimento de um sistema de expositores para cada tipologia de joia que pudessem ser encaixados e distribuídos em uma superfície vertical.
Buscando maximizar e priorizar a área expositiva, essa superfície cobre todo o perímetro interno da loja — excluindo os acessos à loja, ao caixa e ao estoque — até a altura de 2,50 m, e foi executada com painéis e peças expositivas modulares feitos em placas acústicas de fibras e feltros de poliéster 100% reciclado cortadas na CNC e laser. No centro do espaço, foram dispostas bancadas de apoio revestidas com o mesmo material.
A fachada foi executada em painéis de ACM com lâmina de aço inox escovado e recuada em relação às demais, para tensionar a uniformidade do corredor e direcionar a atenção ao interior da loja. O acesso se dá por um vão quadrado, sem porta, com 2,10 m x 2,10 m. Acima da entrada está o nome da loja, feito em letras de acrílico colorido retro iluminadas; à direita, há uma pequena vitrine.
Diferente da superfície escura e absortiva das paredes internas — projetada para o tratamento acústico do ambiente e para destacar as joias — o piso de epóxi autonivelante cinza e o forro inclinado de gesso pintado de branco funcionam como elementos de reflexão e rebatimento da luz. A iluminação do ambiente é feita por um foco indireto sobre os painéis laterais e por spots direcionados às joias, distribuídos em dois trilhos suspensos.
Para o suporte das joias, foram desenvolvidas cerca de 25 variações de peças para expor todo o catálogo da marca. Elas se encaixam em uma faixa de 1,20 m com uma quadrícula rebaixada, permitindo diversas composições conforme os lançamentos e coleções. No perímetro da loja, também são criadas duas vitrines coloridas (azul e laranja) para dar destaque às novas coleções e produtos. Além das peças expositivas, há espelhos e pontos sem revestimento, onde pequenos painéis retro iluminados acendem o rosto dos clientes ao experimentarem colares, brincos, anéis, braceletes e pingentes.
(EN)
The first Vehr store in São Paulo occupies a 25 m² space within a shopping center. The project began with the development of a display system for each type of jewelry, designed to be fitted and arranged across a vertical surface.
In order to maximize and prioritize display area, this surface extends all the entire internal perimeter of the store—excluding access points to the entrance, cashier, and storage—up to a height of 2.50 meters. It is composed of modular panels and display elements made from acoustic fiber boards and 100% recycled polyester felt, cut using CNC and laser processes. At the center of the space, support counters clad in the same material were arranged.
The façade is made of ACM panels with a brushed stainless steel finish and is set back from the alignment of adjacent storefronts, creating tension within the uniformity of the corridor and directing attention toward the store’s interior. Access is provided through a square, doorless opening measuring 2.10 m by 2.10 m. Above the entrance, the store’s name appears in backlit colored acrylic letters, while a small display window is positioned to the right.
In contrast to the dark, absorptive surface of the interior walls—designed for acoustic treatment and to highlight the jewelry—the gray self-leveling epoxy floor and the sloped, white-painted plaster ceiling act as reflective elements, enhancing and diffusing light. Lighting is achieved through indirect illumination over the side panels and adjustable spotlights aimed at the jewelry, distributed along two suspended tracks.
Approximately 25 variations of display pieces were developed to accommodate the brand’s full catalog. These elements are fitted into a 1.20-meter-high recessed grid, allowing for multiple configurations depending on new releases and collections. Along the store’s perimeter, two colored display niches (blue and orange) highlight new collections and products. In addition to the display elements, mirrors and uncovered sections are integrated, where small backlit panels illuminate customers’ faces as they try on necklaces, earrings, rings, bracelets, and pendants.
Ano
2025
Área
20
Status
Construído
Local
São Paulo, Brasil
Arquitetos
Lígia Zilbersztejn, Renan Marques
Fechar
Luiz Solano (São Paulo, 1995) é arquiteto formado pela Escola da Cidade, em 2018. Em 2019, fundou Clube, com Gabriel Biselli, onde foi responsável por projetos de arquitetura e mobiliário. No Clube, tiveram trabalhos selecionados em concursos de arquitetura, publicados em revistas independentes e presentes em exposições, no Brasil e no exterior. Também organizaram uma série de palestras, exposições e workshops com arquitetas e arquitetos do Brasil e do mundo.
Em julho de 2022, Luiz Solano fundou seu próprio escritório de arquitetura, baseado em São Paulo, Brasil. O escritório se localiza nos Campos Elíseos, junto à fabrica onde as peças são produzidas. Além da produção de mobiliário, o escritório se dedica a projetos de arquitetura e promoção de eventos dedicados à discussão das disciplinas de arquitetura e design. No espaço do escritório, além do showroom do mobiliário em estoque, aconteceram 3 eventos desde a sua abertura: 1 exposição coletiva de arte e 2 exposições de mobiliário de escritórios convidados.
Formação
Graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Escola da Cidade, em São Paulo.
Workshop I.U.A.V., em Veneza, Itália.
Intercâmbio no Politécnico di Milano, em Milão, Itália.
Atuação
Grupo Técnico da Escola da Cidade, São Paulo, Brasil (estágio/internship)
Salottobuono, Milão, Itália (estágio/internship)
Metro Arquitetos, São Paulo, Brasil (estágio/internship)
Clube, São Paulo, Brasil (ex-sócio-fundador/ex-founding partner)
Camila Alba
Gabriel Murad
Colaboradores passados
Renan Marques
Site
Design e Desenvolvimento: Sarah Matos
Shopify: Julia Baptista
Fechar
IAB-SP – cadeira SM1 premiada na categoria objetos da premiação anual do Instituto dos Arquitetos do Brasil
Outros Territórios – proposta selecionada em concurso de arquitetura. Belo Horizonte, Brasil (CLUBE)
O Turvo, São Paulo (CLUBE)
Acces for All — São Paulo’s Architectural Infrastructures, Zurich (CLUBE)
NESS Magazine, Buenos Aires (CLUBE)
Unlearning Public Spaces — Täglich Trendbook, Stuttgart (CLUBE)
Carte Blanche n. 6, Paris (CLUBE)
Revue Fantome #3, Paris (CLUBE)
Podcast: Antropofago Productions, Milão (CLUBE)
PLOT #71, Buenos Aires (CLUBE)
Fechar
Duas das Cinco – exposição coletiva O Grande Susto, de curadoria de Guilherme Teixeira. São Paulo, Brasil (CLUBE)
Please do not disturb – exposição individual de curadoria de Facundo Fernández no MONTE. Buenos Aires, Argentina (CLUBE)
De ontem pra hoje já era amanhã – participação em exposição individual de pedro frança na Galeria Jaqueline Martins. São Paulo, Brasil (CLUBE)
Meião – exposição coletiva Disfuncional com curadoria de Marina Dalgalarrondo na Galeria Jaqueline Martins. São Paulo, Brasil (CLUBE)
A Bruta Flor do Querer – exposição coletiva Cinema Nervi, com curadoria de Parasite 2.0 no Manifattura Tabacchi. Florença, Itália (CLUBE e Martinica Space)
Fundo Falso – exposição coletiva, na Acrilar. São Paulo, Brasil
DW23 – exposição coletiva de mobiliário, na Galeria Metrópole. São Paulo, Brasil
MADE – participação em feira de design, no estádio do Pacaembú. São Paulo, Brasil
Sp-Arte – exposição coletiva “Tátil: materiais no design contemporâneo”, com curadoria de Livia Debbané, no pavilhão da Bienal. São Paulo, Brasil
Oco Ocê – participação em exposição coletiva, com curadoria de Marina Schiesari, no Quase Espaço. São Paulo, Brasil
Rooms, etc. – exposição independente de trabalhos do escritório italiano Salottobuono. São Paulo, Brasil (CLUBE)
Conforto Prescrito – exposição independente de trabalhos do escritório argentino Flora Oficina. São Paulo, Brasil (CLUBE)
Arquiteturas de Lugar Nenhum – exposição independente de trabalhos do workshop. São Paulo, Brasil (CLUBE e Parasite 2.0)
Disfuncional – exposição coletiva com curadoria de Marina Dalgalarrondo na Galeria Jaqueline Martins. São Paulo, Brasil (CLUBE)
Depois da Pedra – exposição individual de Paulo Pires com curadoria de Germano Dushá na Mendes Wood DM. São Paulo, Brasil (CLUBE)
Os Espaços de Arquitetura – conversa com Davide Sacconi (CAMPO) e Abdelkader Damani (FRAC Centre-Val de Loire). São Paulo, Brasil (CLUBE)
Rooms, etc. – exposição independente e palestra do escritório italiano Salottobuono. São Paulo, Brasil (CLUBE)
Arquiteturas de Lugar Nenhum – palestra e workshop com Parasite 2.0. São Paulo, Brasil (CLUBE)
Arquiteturas de Lugar Nenhum – palestra e workshop com Parasite 2.0. São Paulo, Brasil (CLUBE)
Fundo Falso – exposição coletiva com organização de Ainda Brasil. São Paulo, Brasil.